Propaganda irlandesa anti bullying homofóbico.

Stand Up! – Don’t Stand for Homophobic Bullying

Depoimento de vítima de cyberbullying – Altas Horas

Serginho Groisman entrevista Isabela Nicastro, vítima de cyberbullying.

Depoimentos de vítimas de cyberbulling

Raissa*, 13 anos, conta que colegas de classe criaram uma comunidade no Orkut (rede social criada para compartilhar gostos e experiências com outras pessoas) em que comparam fotos suas com as de mulheres feias. Tudo por causa de seu corte de cabelo. “Eu me senti horrorosa e rezei para que meu cabelo crescesse depressa.”

Fonte: Nova Escola

“O meu caso se trata de um cyberbullying. Havia um grupo de alunos na minha sala que não gostavam de mim, e foi aí que tudo começou. No começo eles provocavam na minha frente, mas eu nunca me escondi por causa disso e resolvi contar o problema aos meus pais, e, depois, para uma professora.

Para resolver o caso, ela sentou comigo e com as meninas. Depois dessa conversa, as provocações na minha frente pararam, mas eu descobri que havia uma comunidade em um site de relacionamento, criada exclusivamente para me zoar! Quando vi, queria enfiar minha cabeça em um buraco e me esconder para sempre, mas não adiantaria nada se fizesse isso. Contei novamente para os meus pais e dessa vez eles foram ao colégio. Nós selecionamos todo o material que estava sendo veiculado na comunidade, que eram fotos minhas com chifres, nariz de palhaço e até mesmo com ameaças de morte.

Não me deixei abalar por essas coisas e, ao invés de trocar de escola, apenas mudei o meu turno de estudo. A minha escola não resolveu o problema, pois as pessoas que fizeram isso comigo continuam por lá, como se nada tivesse acontecido. Mas, por causa da minha atitude, não sofri por muito tempo e não fiquei com nenhum tipo de trauma. Agora, para lidar com isso, tenho um blog e escrevo sobre bullying e outros temas. É o http://vivendoavidadeadolescente.blogspot.com/” P., de 15 anos,

Fonte: Portal Capricho

O Agressor

O cyberbullie, o agressor, é caracterizado por atingir seus colegas com repetidas humilhações ou depreciações porque quer ser mais popular, se sentir poderoso e obter uma boa imagem de si mesmo.  Daí se justifica o termo ‘bullying’, pois ‘bully’ em inglês significa valentão.

 

A internet ganha terreno para o agressor, pois possibilita o anonimato, uma maior intimidação e um risco menor de ser descoberto. O cyberbullie utiliza o computador sem ser submetido a julgamento por não estar exposto aos demais. Normalmente, mantém esse comportamento por longos períodos e, muitas vezes, quando adulto, continua depreciando outros para chamar a atenção.

 

Para identificar se o seu filho está intimidando outras crianças, a pedagoga cita algumas características comuns aos agressores: “os jovens que praticam bullying costumam ser hostis, usam força para resolver seus problemas e são intolerantes”.

Os pais não devem elogiar nem estimular os filhos briguentos e valentões. Devem conversar e, se necessário, procurar ajuda de profissionais especializados, como psicólogos.

Cyberbullying

A internet traz inúmeras facilidades. Ferramentas tecnológicas como smartphones, notebooks, iPad e afins proporcionam acesso a rede mundial de computadores a todos os momentos, tornando a comunicação com amigos e familiares, o domínio pela informação e tarefas cotidianas como pagar uma conta, bem fáceis. Pena que também facilita as ações de pessoas mal intencionadas.

A internet também dá apoio ao comportamento de indivíduos ou grupo que possuem a intenção de prejudicar moralmente alguém. É possível criar comunidades virtuais, web pages, blogs, enviar e-mails com imagens e comentários depreciativos com a finalidade de prejudicar alguém.  Essa prática é chamada de cyberbullying.

 

‘Cyber’ por estar no meio digital e ‘bully’ de valentão na língua inglesa.

Entrevista com o advogado Paulo Roberto Runge Filho

O advogado especialista em crimes tecnológicos, Paulo Roberto Runge Filho, fala sobre cyberbyiling no auditório na Universidade São Marcos – Unidade Paulina. Acompanhe a entrevista abaixo:

USM – Como se caracteriza o crime digital?

Dr. Paulo - Eu coloco sempre que é tudo aquilo cometido pela internet, temos diversidades de crimes digitais, tais qual a ofensa à honra que enquadra os principais delitos: injúria, difamação e calúnia, oriundos da esfera penal. Temos as responsabilidades civis que são casos de danos materiais e morais, acometidos em esferas empresariais – caracterizada por concorrência desleal como, por exemplo, uma empresa lança um projeto e o arquiva num computador, este projeto é transmitido para a concorrência por meios digitais. Enfim, todo ato de má fé que envolve telecomunicações é denominado crime digital.

USM – Qual é a maneira de agir desses agressores?

Dr. Paulo - Eles criam uma comunidade ofendendo o menor “Eu odeio o Fernandinho”, todos aqueles que admiram o agressor entra nesta comunidade e repercute de uma maneira tão intensa e numa velocidade tão rápida que desencadeia a sensação de inferioridade e de baixa autoestima naquele que sofre a ação. Nos EUA houve uma prática parecida no My Space, que levou uma menina ao suicídio, portanto é realmente algo sério. Outro caso foi de um aluno, numa discussão entre colegas ao fazer referência do cantor Bob Marley, falou Bod Marley. Criaram uma comunidade caçoando dele, a qual começou a tomar proporções gigantescas na internet. Os pais, percebendo a alteração de comportamento do filho, foram investigar o que estava acontecendo, detectaram o ocorrido e entraram com uma ação judicial pedindo a retirada do blog. O Juiz não só determinou a suspensão da comunidade como também condenou com uma sentença de 50 salários mínimos, uma pena razoável para danos morais.

USM – Então existem vários perfis que caracterizam os praticantes de cyberbullying?

Dr. Paulo – Sim, pode ser o que sofre de bullying que opta por este meio para replicar a ofensa sofrida pessoalmente; pode ser aquele mais esperto, “o fortão” do grupo que resolve continuar com suas agressões através da internet para impor a violência e o medo; e também aquele cara que se apresenta num chat de bate papo como um garoto de 18 anos que na realidade pode ser um pedófilo de 50 anos procurando crianças de 10 e 12 anos. Geralmente essas manifestações ocorrem com frequência por ser mais difícil identificar o agente, pois a internet não tem fim e não conseguimos ver a pessoa se não for autorizada pela mesma.

USM – Como prevenirmos estas ações?

Dr. Paulo - Em relação a esta pergunta temos duas vertentes: a primeira é quando nos referimos a menores como autores desses crimes, neste contexto os pais têm fundamental papel na história (o caso não chega a ser praticado por universitários, pois a maioria já são adultos e adotam uma posição madura para resolverem seus problemas), é preciso estar monitorando essas crianças e fiscalizando o que estão fazendo no computador, não obstante, eles são menores e a pena recai nesses pais. É importante saber sobre suas atividades, conversar bastante com os filhos sem invadir sua privacidade, assim no dia de amanhã não terá nenhuma surpresa desagradável ao receber uma intimação por algo que eles mesmos não sabiam. Estas estratégias também dizem respeito à coordenadoria de escolas, o qual tem o poder de especular e descobrir estas agressões em suas dependências e assim tomar medidas de punições. O segundo ponto é o maior envolvido nestas situações, como por exemplo, imagens publicadas indevidamente e que acarreta uma série de problemas. Eu tive um caso recente de uma diretora de uma empresa grande de tecnologia que viu suas fotos íntimas expostas na internet por um ex-namorado, ela ficou tão abalada que pediu demissão por vergonha do presidente desta empresa. O ex-namorado foi condenado criminalmente: um mês de assistência a uma creche e a um asilo, ele terá que ir 3 horas ao dia, por 30 dias, prestar serviço à crianças e idosos, e por cinco anos não poderá cometer o mesmo erro. É uma pena fraca, pois sua foto nua será repercutida muito mais que 30 dias, penas para crimes contra a honra aqui no Brasil ainda é muito débil, no caso desta, não suprirá 1% do estrago causado na vida desta pessoa, porém já é alguma coisa.

USM – Assim que sofremos de cyberbullying, o que devemos fazer?

Dr. Paulo – Ao descobrir um blog, uma comunidade ou qualquer menção feita através da internet ferindo sua dignidade, integridade e decência, precisa primeiramente provar o ato, teremos que preservar a informação, pois num mesmo instante o praticante pode tirá-lo “do ar”. A melhor maneira para se respaldar, no direito brasileiro, é a ata notarial feita junto ao tabelião que confere fé pública daquilo que está visualizando, pode-se printar a tela (copiar a página da internet através da tecla print screen do teclado e colar num processador de texto ou imagem) e fazer um relatório – isso se chama ata notarial, o qual declara realmente a existência da prova. Este documento junto de uma ação obrigada a penalizar o infrator.

USM – Existem delegacias especializadas em crimes digitais?

Dr. Paulo – Aqui em São Paulo temos o DEIC – Departamento de Investigações do Crime Organizado, e dentro do mesmo, temos a 4° DIG – delegacia de delitos cometidos por meios eletrônicos, os quais recebem as denúncias que acontecem neste meio, possui profissionais qualificados para estes delitos.

USM – Doutor gostaria que me falasse sobre a São Marcos, como foi que a Universidade te ajudou durante teu processo acadêmico?

Dr. Paulo – A Universidade me ajudou no sentido de propiciar contatos com professores competentes, com profissionais renomados, a utilizar a prática através do escritório modelo para a execução do teórico e estabelecer amizades com pessoas que realmente agregaram valores para a minha formação. Com o passar do tempo percebi, ainda na época da graduação, que a área de tecnologia era uma grande oportunidade para eu conseguir sucesso profissional, então comecei a me introduzir nesta vertente e descobri um ramo maravilhoso. No 4° ano de graduação entrei na maior banca de advocacia em direito eletrônico –Opice Blum – e me desenvolvi muito bem com ajuda de outros profissionais existentes no escritório. Depois de três anos me surgiu à oportunidade de ser sócio do escritório onde trabalho atualmente – Grieco e Moura – o qual me propôs a coordenação da área de direito eletrônico, tecnologia e software. Através da minha pós consegui fazer parte do quadro de docentes do Centro Universitário Senac na área de governança coorporativa e também ministrar palestras em escolas e faculdades como a Fiap e a Fatec. Hoje posso dizer que sou bem sucedido naquilo que faço e devo este sucesso a Universidade São Marcos por me garantir bases concretas para a minha formação profissional, pois foi aqui onde tudo começou, tenho um carinho muito grande pela Instituição e por todos os meus professores.

USM – Qual o propósito da ONG – Construindo Futuros?

Dr. Paulo – Sou o diretor jurídico da ONG Construindo Futuros que tem o intuito de formar hackers (denominação usada para especialistas na área da informática que utiliza destes conhecimentos para fazer o bem). Fazemos uma análise, através de palestras, e oferecemos treinamentos gratuitos àqueles que apresentam certa inclinação para a profissão ou até mesmo vocação. De duzentos ouvintes, sempre dez se destacam e nos procuram para obter mais informações sobre o assunto, eu recebo muito e-mail de interessados em cursos. A necessidade de criar esta ONG nasceu da percepção da falta de profissional capacitado em tecnologia no nosso país, por este motivo estes trabalhos que disponibilizamos são para aqueles que não possuem recursos e querem estudar. Oportunidades assim devem ser criadas mesmo porque daqui algum tempo teremos mais profissionais estrangeiros atuando na área tecnológica do que os próprios brasileiros. O nosso escritório está situado na Berrini e oferecemos palestras em telecentros da prefeitura com a missão de disseminar o conhecimento de tecnologia e segurança da informação ao público em geral.


Três passos para recorrer à delegacia de crimes virtuais

É possível que as agressões não sejam solucionadas após a procura por ajuda na escola de seu filho ou até mesmo após bloquear a página do cyberbullie nos perfis sociais. A solução mais adequada a tomar é procurar ajuda legal. A equipe do Bullying na Web desvendou em três passos o processo para recorrer a uma delegacia de crimes virtuais:

 

1.      Comprove

O promotor de justiça criminal Lélio Braga Calhau, de Minas Gerais, aconselha: “Se for uma comunidade ou perfil falso, é preciso fazer um ‘PrintScreen’ (comando que copia a imagem exibida na tela) e imprimir a figura. O responsável pela vítima pode fazer uma denúncia em delegacia de polícia ou diretamente no Ministério Público”. Forneça o máximo de informações possíveis.

 

2.      Queixa a uma delegacia física

A investigação em relação a uma queixa, mesmo em ambiente digital, depende da realização da abertura de uma ocorrência efetuada pela própria vítima ou responsáveis na delegacia mais próxima.

 

3.      Solução

Feita a denúncia, a Justiça exige que o site tire a página ofensiva do ar, segundo o promotor. O agressor pode ser processado e ter de pagar indenização. Se for menor de idade, a conta pode pesar no bolso dos pais.

 

Abaixo é possível consultar os endereços das delegacias de crimes virtuais em cada estado.

 

• Distrito Federal
Polícia Civil – Divisão de Repressão aos Crimes de Alta Tecnologia (DICAT)
Endereço: SIA TRECHO 2 LOTE 2.010 1º ANDAR, BRASÍLIA-DF, CEP: 71200-020.
Telefone: (0xx61) 3361-9589
E-mail: dicat@pcdf.df.gov.br

• Espírito Santo
Polícia Civil – Núcleo de Repressão a Crimes Eletrônicos (NURECCEL)
Endereço: O Núcleo funciona do edifício-sede da Chefia de Polícia Civil, 2º andar, localizado na Av. Nossa Senhora da Penha, 2290 – Bairro Santa Luiza – Vitória/ES, ao lado do DETRAN.
Telefone: 0xx027 – 3137-9078 ou fax 0xx027 – 3137-9077
E-mail: nureccel@pc.es.gov.br
WebSite: http://www.pc.es.gov.br/nureccel.asp

• Goiás
Polícia Civil – Divisão de Repressão aos Cibercrimes (DRC) da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC) – Goiânia/GO
Telefone: 0xx62 – 3201-1150 / 3201-1140

• Minas Gerais
Polícia Civil – Delegacia Especializada de Repressão a Crimes contra a Informática e Fraudes Eletrônicas – DERCIFE
Endereço: Av. Antônio Carlos, 901 – Lagoinha – Belo Horizonte – MG
Telefone: 0xx31 – 3429-6024 | Horário de Atendimento: 08:30 às 18:30 horas
E-mail: dercifelab.di@pc.mg.gov.br

• Pará
Polícia Civil – Delegacia Virtual
WebSite: http://www.delegaciavirtual.pa.gov.br
E-mail: comunicacao@policiacivil.pa.gov.br

• Paraná
Polícia Civil – Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber)
Endereço: Rua José Loureiro, 376 – 1º. Andar – sala 1 – Centro – Curitiba-PR
E-mail: cibercrimes@pc.pr.gov.br
Telefone: (0xx41) 3883-8100

• Pernambuco
Polícia Civil – Delegacia interativa
WebSite: http://ww8.sds.pe.gov.br/delegaciainterativa/default.jsp
E-mail: policiac@fisepe.pe.gov.br

• Rio de Janeiro
Polícia Civil – Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI)
Endereço: Rua Professor Clementino Fraga nº 77 – Cidade Nova (prédio da 6ª DP), Rio de Janeiro, RJ
Telefone: 0xx21 – 3399-3203/3200
E-mails: drci@policiacivil.rj.gov.br / drci@pcerj.rj.gov.br

• São Paulo
Polícia Civil – 4ª. Delegacia de Delitos Cometidos por meios Eletrônicos – DIG/DEIC
Avenida Zack Narchi,152 – Carandiru, São Paulo-SP OBS: perto da antiga detenção do Carandiru, próximo ao Center Norte, estação do metrô do carandiru
Telefone: 0xx11 – 6221-7030 / 6221-7011 – ramal 208
E-mail: 4dp.dig.deic@policiacivil.sp.gov.br

Nos Estados da Federação onde não houverem delegacias especializadas, procure a mais próxima da sua residência.

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